A vida tem as suas estações.
Às vezes é primavera: coisas novas florescem,
o coração se enche de empolgação,
e cada amanhecer traz promessas coloridas.
Às vezes é verão: tudo em ritmo acelerado,
os dias de luz se sucedem sem que percebamos,
vivemos intensamente sem tempo para questionar,
apenas sentindo o calor de estar vivo.
Às vezes é outono: as cores esmaeceram,
a nostalgia paira no ar como folhas que caem,
e o mundo parece tingido de preto e branco.
Mas são dias de reflexão, de olhar para dentro,
de nos conhecermos nas sombras mais longas.
E às vezes a vida é inverno:
dias em que a tristeza se instala sem pressa de partir,
em que até sair de casa parece impossível,
e o frio nos alcança por dentro.
Mas ao contrário das estações da natureza,
as nossas não seguem ordem.
Primavera e inverno podem dividir a mesma semana.
Sorrimos e choramos com quem amamos,
às vezes no mesmo abraço.
E está tudo bem.
Viver é aceitar esse misto de sentimentos e acontecimentos,
é reconhecer que nem sempre teremos controle.
Talvez o segredo da plenitude seja exatamente isso:
viver cada estação sem medo,
perseverar na esperança,
colher de cada dia as lições que nos fazem continuar.
No fim, fica tudo bem.
Porque não importa quantos dias cinzentos vivamos,
a primavera sempre retorna,
e com ela, a alegria de recomeçar.

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